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Muito perto da vitória.

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O Marítimo empatou com o Bordéus e continua na luta pelo segundo lugar do Grupo D que vale a passagem à próxima fase da competição.

Pedro Martins preparou uma surpresa para Francis Gillot, com a inclusão Sami no vértice mais adiantado do meio campo, mas a tentativa de baralhar as marcações francesas acabou por retirar qualidade na circulação do esférico.

Mais assertivo, o Bórdeus adiantou-se no marcador na sequência de uma jogada de Trémoulinas, pela ala esquerda, que encontrou o pé direito de Gouffran para o primeiro golo dos franceses na fase de Grupos da Liga Europa na condição de visitantes.

A fórmula voltou a ser repetida pouco depois, mas a assistência do lateral esquerdo dos azuis encontrou menos eficácia no pé esquerdo de Obraniak.

A formação treinada por Pedro Martins sentiu o golpe e só voltou a ganhar alma através da força e remates de meia distância de Fidelis.

E foi na sequência de um pontapé de canto conquistado pelo brasileiro, que o Marítimo se estreou a marcar na fase de grupos da Liga Europa: uma bomba de Rúben Ferreira foi defendida pelo travessão da baliza francesa com Roberge, à ponta de lança, a trair os compatriotas e a recolocar a igualdade no marcador.

O ritmo e jogo baixou, consideravelmente, na segunda parte, fruto do encaixe táctico das duas equipas, e, por isso, a quantidade de oportunidades também foi menor.

O primeiro sinal de perigo saiu dos pés de Gouffran. Respondeu a formação insular, mais uma vez na sequência de um pontapé de canto, mas o desvio de calcanhar de Rafael Miranda encontrou a cabeça de Mariano a negar o golo.

Com o desenrolar do jogo, Pedro Martins optou por baixar o bloco para, assim, explorar a velocidade dos três homens mais adiantados, reduzindo, por conseguinte, os espaços à formação francesa que, depois da saída de Jussiê, raramente conseguiu chegar à área verde-rubra. Uma das poucas ocasiões teve Maurice-Belay como protagonista.

Nos últimos dez minutos o Marítimo sentiu que podia ganhar e teve duas boas oportunidades para conquistar os primeiros dois pontos, mas nem Danilo Dias nem Ibrahim, este último já na pequena área, conseguiram desviar para o fundo da baliza francesa.

No relatório e contas do jogo, o Marítimo somou o seu segundo ponto em casa na competição e mantém-se na luta pelo segundo lugar do grupo que vale a passagem à próxima fase da competição. Já os franceses, continuam no segundo lugar mas deixam fugir o Newcastle.

"Voltava a fazer o mesmo" Pedro Martins

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Pedro Martins estava satisfeito por ter conseguido a vitória, mas não escondeu algum desagrado pela exibição produzida pela sua equipa. No entanto, assume que tornaria a ter as mesmas opções.


«Muitas alterações mas também não se justifica o jogo que fizemos. Compreendo que há gente que não tem ritmo competitivo, mas só na segunda parte do prolongamento é que melhoramos. A responsabilidade é minha mas a gestão teria que ser feita desta forma. Se voltasse ao passado voltaria a fazer exactamente o mesmo. Este era um risco que corríamos. Normalmente nestes jogos de taça é assim.

As equipas mais fortes facilitam e nós facilitamos e depois quando queremos já não temos capacidade porque o adversário está mais forte e os nossos níveis de concentração são baixos. Valeu o resultado mas a exibição foi fraca. Por muito que se apele aos jogadores, nem sempre se consegue uma boa exibição. Lamentamos porque fizemos uma exibição pobre e o nosso público merece mais.

Analisei o quadro competitivo e vamos ter uma sequência de jogos muito fortes e por isso arrisquei. Nesta fase achei que era o ideal. A Oliveirense fez um bom jogo e está de parabéns. Provavelmente até merecia o empate e justificou o prolongamento, mas mediante aquilo que é observável, voltaria a ter a mesma opção.»

Em frente na Taça

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Um Marítimo de serviços mínimos a pensar mais no jogo da próxima quinta-feira a contar para a Liga Europa ante o Bordéus, foi suficiente para levar de vencida a aguerrida formação da AD Oliveirense.

Aproveitando o desnível teórico de ambas as equipas, Pedro Martins optou por fazer muitas mexidas no onze inicial, o que acabou por desvirtuar o jogo da formação insular.

Sem nada a perder, a equipa de Santa Maria de Oliveira entrou disposta a bater o pé ao conjunto insular e foi quase sempre pelo seu lado direito, mediante as investidas de Cadete, que foi causando alguns calafrios à defensiva verde-rubra.


No entanto, sem nunca acelerar, o Marítimo haveria de chegar ao golo num lance de bola parada, com Rodrigo António a corresponder da melhor maneira a um canto cobrado por David Simão. Estava dado o primeiro passo para um jogo tranquilo da equipa da casa.

No entanto, a Oliveirense, mesmo acusando o golo, acreditou sempre que era possível chegar ao empate e com isso foi estabilizando o seu jogo e intranquilizando a equipa da casa, ficando mesmo a ideia de que existiria um penalty a beneficiar os forasteiros já mesmo sobre o minuto 45. O árbitro nada sancionou.

Com a chegada do segundo tempo, a apatia parece ter assolado a equipa da casa, o que aliado às constantes trocas de flanco de Cadete, foi deixando a defensiva do Marítimo com os nervos em franja.

A Oliveirense ia acreditando que era possível marcar no Funchal e foi criando perigo junto das redes maritimistas, acabando por ver o seu trabalho coroado com um golo de Correia à passagem do minuto 78, dando a melhor sequência de cabeça a um canto batido na direita por intermédio de Leal e com isso levando o jogo para prolongamento. Sem dúvida um justo prémio para quem sempre acreditou.


No prolongamento a equipa da casa demonstrou mais disponibilidade física e controlou o jogo territorialmente, acabando por conseguir chegar ao golo por intermédio de Luís Olim ainda na primeira metade.

Pese embora o Marítimo tenha ficado reduzido a dez na etapa complementar do prolongamento, a AD Oliveirense já não foi capaz de conseguir chegar novamente ao empate.

FICHA DE JOGO

Estádio: dos Barreiros, no Funchal
Espetadores: cerca de 500
Árbitro: Jorge Tavares (Aveiro)

MARÍTIMO: Wellington, João Diogo, Márcio Rozário, Igor Rossi e Luís Olim; Semedo, Rodrigo António (Rafael Miranda, 74m) e David Simão; Gonçalo (Danilo Dias, 45m), Ytalo (Ibrahim, 63m) e Adilson.
Suplentes não utilizados: Salin, Heldon, Roberge e Hassan.

OLIVEIRENSE: João Cruz, Fifas (Cafú, 58m), China, Marco Ribeiro e Paulo Sampaio; Cadete, Rui Gonçalves (Leal, 69) e João Cruz (Nuno Fonseca, 58m); Correia, Ni e Tiago Moreira.
Suplentes não utilizados: Dany, Pedro Costa e Ricardo Rocha.

Disciplina: cartão amarelo a Luís Olim (36m), David Simão (41m e 109m), Márcio Rozário (48m), Marco Ribeiro (72m), Tiago Moreira (84m). Leal (105) e Igor Rossi (116). Cartão vermelho para David Simão (109).

GOLOS: Rodrigo António (22m), Correia (78) e Luís Olim (102m).