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Marítimo B perde com a Naval

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A Naval 1.º de Maio impôs hoje a terceira derrota consecutiva ao Marítimo B, ao vencer no Funchal, por 3-2, em jogo antecipado da 15.ª jornada da II Liga portuguesa de futebol.

O conjunto da Figueira da Foz somou o quinto encontro sem derrotas na competição e subiu à 14.ª posição, com 16 pontos, enquanto os insulares caíram para oitavos, com 21.

Os primeiros minutos foram muito equilibrados, contudo, à passagem dos 21 minutos, a Naval inaugurou o marcador, por Tozé Marreco, que fez o seu oitavo golo na prova, após assistência de João Pedro.

Os 'verde-rubros' reagiram bem e, seis minutos volvidos, Kukula antecipou-se a Guilherme e restabeleceu a igualdade. Numa altura em que o jogo estava mais aberto, a equipa figueirense esteve perto de marcar aos 32 minutos, mas Ricardo Ferreira parou um remate perigoso de Roberto.

Na segunda metade, o jogo ganhou outra intensidade e, logo nos segundos iniciais, Nuno Rocha não deu o melhor seguimento a uma iniciativa de Hassan, quando estava em boa posição para marcar para o Marítimo B.

Aos 55 minutos, João Pedro, na cobrança de um livre, voltou a colocar em vantagem no marcador os homens da Figueira da Foz, que praticamente 'mataram' o encontro, aos 70 minutos, quando Paulo Regula fez, com um belo remate, o 3-1.

O Marítimo sentiu o segundo golo da Naval e podia ter sofrido o quarto aos 78 minutos, mas Ricardo Ferreira defendeu uma grande penalidade marcada por Roberto, a castigar falta do guarda-redes insular sobre o avançado.

O melhor que o Marítimo B conseguiu foi reduzir, já bem perto do final, por Gegé, após um canto apontado por André Ferreira.


Em frente na Taça

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O Marítimo carimbou esta tarde o passaporte para a quinta eliminatória da Taça de Portugal ao ganhar por três bolas a zero em casa do Aguiar da Beira. Apesar do resultado desnivelado, só na reta final do encontro é que a formação da I Liga marcou os dois últimos golos, que lhe deram uma maior tranquilidade.

Em relação à última jornada do campeonato, apenas Luís Olim, David Simão, Ibrahim e Danilo Dias repetiram a titularidade na formação madeirense. Nos primeiros minutos o jogo foi equilibrado com a bola a ficar muitas vezes presa no relvado sintético que estava completamente encharcado devido a chuva intensa. O primeiro remate pertenceu ao Aguiar da Beira (6 min) por intermédio de Renan, que atirou ligeiramente ao lado.

Volvidos apenas três minutos, a equipa da Liga colocou-se em vantagem no marcador. Livre batido por David Simão no lado direito com Luís Olim a saltar mais alto que toda a gente e a cabecear para golo. Ao quarto de hora, Semedo, de muito longe, obrigou Patrício a uma grande defesa. Apenas dois minutos depois, Patrício fez mais uma grande defesa desta feita a negar o golo a Olberdam.

O Aguiar da Beira esboçou uma ténue reação à desvantagem no marcador, mas sem criar perigo. Aos 33, Patrício voltou a evitar o avolumar do resultado, ao fazer mais uma boa defesa a remate de David Simão.

Luís Olim outra vez

Já na segunda parte, aos 53 minutos, o Marítimo desenhou uma boa triangulação no ataque, com Rodrigo a assistir Fidelis que empurrou a bola para a baliza contrária: o lance foi prontamente invalidado por posição irregular do avançado brasileiro. Insatisfeito com o resultado, Nuno Sena efectuou duas substituições com o intuito de tornar a equipa da casa mais ofensiva.

O Marítimo não conseguia fazer o segundo golo e o Aguiar da Beira ia ganhando confiança. Aos 72 minutos, Renan teve uma boa jogada individual à entrada da área, assistindo Tiago Gomes que rematou fraco para as mãos de Wellington. Aos 76, o Aguiar da Beira esteve perto do empate através de um livre direto de Renan, ainda de muito longe, que obrigou Wellington a fazer a sua defesa mais difícil do encontro.

Numa altura em que a equipa da 3ª Divisão estava empolgada à procura de anular a desvantagem, o Marítimo fez o 0-2 através de Luís Olim que apontou um excelente golo e bisou no jogo. Depois de tirar um adversário da frente, o lateral esquerdo madeirense rematou em arco com o pé direito ao ângulo superior esquerdo da baliza do Aguiar da Beira. Aos 83, Renan, dos melhores da equipa da casa, voltou a estar perto de marcar, obrigando Wellington a mais uma bela defesa. A um minuto dos 90, Adilson, de cabeça, fez o 3-0 para o Marítimo, a concluir da melhor forma uma boa jogada de João Diogo na direita. Boa arbitragem de Artur Soares Dias.

FICHA DE JOGO:

Estádio: Municipal de Aguiar da Beira
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)

AGUIAR DA BEIRA: Patrício, Patrick (Ananias, 86), Tino, Clemente, Marco Aurélio, Celso, Pepe (Vítor Hugo, 57), Tiago Gomes, Fabiano, Renan e Josivan (Ricardo, 64).

Suplentes não utilizados: Fabrício, Cláudio, Tiago Rocha e Hélder.

Treinador: Nuno Sena

MARÍTIMO: Wellington, João Diogo, João Guilherme, Igor Rossi, Luís Olim, David Simão, Semedo, Olberdam (Rodrigo, 28), Adilson, Danilo Dias (Fidelis, 46) e Ibrahim (Ruben Brígido, 73).

Suplentes não utilizados: Salin, Hassan, Ytalo e Ruben Ferreira.


Treinador: Pedro Martins

Disciplina: cartão amarelo a cartão amarelo para David Simão (11), Renan (12), Semedo (38), Marco Aurélio (50), Ruben Brígido (75), Gonçalo, Antunes, Hurtado, Vítor.

Ao intervalo: 0-1

GOLOS: Luís Olim(9 min), Luís Olim (79 min) e Adilson (89 min).

Ainda não foi desta...

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Um encontro entre uma equipa que ainda não havia ganho em casa e outra sem qualquer vitória fora só podia dar empate. No duelo de treinadores José Mota sai, seguramente, mais satisfeito que Pedro Martins que viu a sua equipa voltar a despediçar golo quase cantados.

Ainda a saborear a vitória sobre o Sporting, José Mota promoveu, apenas, uma alteração no onze, com a entrada do regressado Jorge Luíz para o lugar de Miguel Lourenço, expulso no embate frente aos leões. Na frente do ataque manteve-se o Meyong e o camaronês voltou a vestir a pele de matador, logo aos 16 minutos, quando, de cabeça, inaugurou o marcador na sequência de um livre cobrado por Paulo Tavares.

Foi o melhor lance que se viu do Vitória em toda a primeira totalmente dominada pelos insulares. Mesmo antes do golo Sadino, Danilo Dias, lançado pelo centralão Márcio Rozário, perdeu noção do espaço e não conseguiu finalizar da melhor maneira.

A pressão verde-rubra tornou-se ainda mais assertiva após o golo de Meyong, com os insulares a desperdiçarem três oportunidades de golo evidente: primeiro foi Danilo Dias, servido por Ibrahim, a colocar a bola no poste na baliza de Kieszek, que só conseguiu acompanhar a trajectória do esférico com os olhos; seguiu-se João Luiz numa arrancada rumo ao último reduto sádino que só não deu golo porque Jorge Luíz desviou o remate do médio brasileiro; Por fim, na sequência de uma bola parada, Márcio Rozário tentou resolver de cabeça, mas fantou pontaria ao brasileiro contratado esta temporada ao Náutico.

A lei de Murphy envolveu o Marítimo e o que corria mal ficou ainda pior com a lesão de Heldon já na fase final da primeira parte. José Mota ia aproveitando todas as paragens no jogo para corrigir posições, principalmente na zona intermediária, e no final da primeira parte a formação do Sado conseguiu sacudir a pressão insular, embora entregando sempre a iniciativa de jogos ao Marítimo.

Aproveitando almofada de um golo, José Mota manteve a equipa a jogar em bloco baixo, à procura de um erro do adversário que, curiosamente, não apareceu tão dominador com havia feito na primeira parte. Mesmo sem criar oportunidades, os insulares chegaram à igualdade na conversão de uma grande penalidade conquistada por Rafael Miranda e convertida por David Simão.

Quando tudo começava a correr bem para insulares, novo revés para a formação de Pedro Martins: João Luíz, um dos melhores enquanto esteve em campo, foi expulso por pedir amarelo para um adversário.

Mesmo em superioridade numérica, José Mota partiu do princípio que um ponto é sempre melhor do que nenhum e não arriscou carregar sobre a área insular. Por outro lado, os verde-rubros continuaram à procura da vitória, mesmo sob pena de conceder espaços perigosos junto à sua baliza.

A audácia do Marítimo ia saindo cara à formação de Pedro Martins, não fosse Salin a negar, por três vezes o golo a Miguel Pedro,Meyong e Jorginho. No último minuto útil de jogo, o Marítimo voltou a desperdiçar uma ocasião sobrana de golo: Danilo Dias, à entrada da pequena área, depois de tirar três adversários do caminho, atirou para fora.

A equipa orientada por José Mota repetiu, nos Barreiros, o empate conquistado na Choupana na ronda inagural do campeonato e, por isso, ainda persegue a sua primeira vitória fora de portas. Já o Marítimo continua sem ganhar em casa esta temporada.