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Artur estreia-se nos convocados

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O médio Artur, reforço de inverno do Marítimo, é a principal novidade na lista de convocados de Pedro Martins para o embate deste domingo (16 horas) com o Beira-Mar, referente à 13.ª jornada do campeonato.

Rafael Miranda e Roberge estão recuperados dos respetivos problemas físicos e entram nas contas para a receção aos aveirenses, ao passo que João Luiz, Olberdam, Salin e Wellington, todos lesionados, e Márcio Rosário, castigado, ficam de fora.

Eis a lista de convocados:
Guarda-redes: Ricardo e José Sá;
Defesas: João Diogo, Roberge, Luís Olim, Briguel, João Guilherme e Rúben Ferreira;
Médios: Rafael Miranda, Semedo, Gonçalo Abreu, Rodrigo António, Rúben Brígido, Artur e David Simão;
Avançados: Ytalo, Danilo Dias, Sami e Fidélis.

Marítimo fora da Taça da Liga

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A síntese do jogo desta tarde na Mata Real, que acabou com o afastamento do Marítimo da fase decisiva da Taça da Liga, bem podia cingir-se ao primeiro golo pacense: Vítor entrou na área, combinou com Cícero e assistiu Josué, que num remate cruzado inaugurou o marcador.

Está aqui tudo o que fez a diferença no jogo que colocou o Paços na liderança do seu grupo à entrada para a última jornada da Taça da Liga.

Simplicidade, eficácia, visão de jogo... O meio campo demolidor da equipa de Paulo Fonseca tem isto tudo e houve momentos na partida em que mais pareceu um rolo compressor.
Não é de estranhar portanto que quando este Paços encontra adversários do seu nível decida jogos não só na base da raça que lhe é intrínseca em todas as épocas, mas também na classe que nesta temporada o seu setor intermediário tem sabido demonstrar.

Ontem foi a vez de Josué decidir, por duas vezes, em cima do final de cada uma das partes e em ambas as ocasiões assistido por Vítor, que depois do lance do primeiro golo já bem perto do final voltou a descobrir o seu companheiro de equipa. E aí Josué isolado teve frieza para picar a bola sobre o guardião dos maritimistas Ricardo Ferreira.

Eficácia adiada
Há, porém, um antes e um depois do primeiro golo pacense, que começou a decidir a partida. Até foi o Marítimo que entrou melhor na partida, com Rodrigo António logo nos primeiros minutos a enviar uma bola à trave na sequência de um livre frontal à baliza de Cássio.
Estava dado o aviso, mas daí em diante o mesmo meio-campo com que o Paços tem dado boa conta de si nesta edição da Liga (André Leão, Luiz Carlos, Josué e Vítor), justificou em campo por que é que não foi poupado neste jogo da Taça da Liga. Não tardou muito para que o Paços começasse a dominar a zona nevrálgica do terreno e fosse acentuando a sua maior capacidade de ocupar espaços até ao momento do primeiro golo, já em cima do intervalo.
O golo dos ¿castores¿ bem podia dar o mote para um segundo tempo de futebol mais aberto, mas a formação madeirense apareceu sem capacidade de disputar o centro do terreno e ficou à mercê das transições rápidas pacenses. Não fosse a ineficácia de Cícero e bem podia o Paços ter resolvido tudo mais cedo.
Teve de esperar pela expulsão de Márcio Rosário e por mais uma combinação da dupla Vítor-Josué, que num contra-ataque em cima do final decidiram a partida e colocaram o Paços no primeiro lugar do seu grupo da Taça da Liga e com reais possibilidades (basta-lhe fazer resultado igual ao Rio Ave) de na última jornada em Alvalade garantir presença nas meias-finais da competição.

Dois foi pouco...

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O Marítimo venceu pela primeira vez em casa para a Liga e logo perante o eterno rival Nacional. Os golos de Fidelis e Sami coloriram o marcador, na segunda parte, e permitem aos comandados de Pedro Martins ultrapassarem os alvinegros na tabela classificativa.

O derby da Madeira teve todos os condimentos que tornam este tipo de jogos especiais: «sururus», cartões, expulsões, lances de perigo e defesas fantásticas. Apesar dos sentimentos que envolveram o jogo, os treinadores passaram ao lado dos sentimentalismos e mantiveram o ADN das equipas: o Marítimo, como habitualmente em casa, trabalhou mais a posse de bola enquanto, por outro lado, o Nacional apostou nos esticões e jogo promovidos pela velocidade de Mateus, Diego Barcellos e Mario Rondon.

Ainda assim, durante a primeira parte, o melhor jogador do Nacional foi Vladan. O guardião montenegrino negou, por duas vezes, o golo ao Marítimo: primeiro a Rodrigo António, após uma jogada de combinação do lado direito verde-rubro, e, depois, a Danilo Dias com uma intervenção digna de ser vista várias vezes na televisão.

Funcionava, nesta altura, o factor casa e os verde rubros estiveram quase sempre mais perto do golo. Danilo Dias voltou a ter o 1-0 nos pés, mas, já dentro da área, falhou a pontaria.
Os melhores momentos ofensivos do Nacional tiveram sempre um denominador comum: Mateus. Pertenceu, inclusivamente, ao angolano o lance mais perigoso do Nacional em toda a primeira parte: remate do número nove alvinegro para defesa atenta de Ricado Ferreira. De resto, apenas mais uma iniciativa ofensiva do Nacional culminou em remate, com assinatura de Diego Barcellos.

Marcar e gerir

Pedro Martins viu o esforço do Marítimo ser recompensado logo no início da segunda parte, numa jogada de insistência do ataque verde-rubro que terminou com um cabeceamento mortífero de Fidélis para o primeiro golo do encontro.

Curiosamente, a partir deste momento, as bases do jogo inverteram-se com o Nacional mais voltado para a baliza adversária e, consequentemente, o Marítimo a apostar nos sprints de Danilo, Sami e Fidélis. Mateus, outra vez ele, teve o golo à mercê mas não teve cabeça para corresponder da melhor maneira ao lançamento de Manuel da Costa.

Manuel Machado percebeu que precisava de injetar vocação ofensiva na equipa e lançou praticamente todos os elementos atacantes que dispunha no banco. A equipa perdeu equilibrio e, numa perda de bola, sofreu o segundo golo, num lance em que Rodrigo António esgotou as pilhas numa correria de mais de 30 metros até oferecer o golo a Sami.

Até final, o Nacional ainda podia ter reduzido, por Isael e Rondon, assim como Briguel teve nos pés a oportunidade de dilatar o resultado. No entanto, no computo final, a vitória do Marítimo acaba por coroar uma das melhores exibições colectivas da formação orientada por Pedro Martins.