Notícias

Olberdam da saída, Rafael Miranda mais longe

on .


Fim de ciclo para Olberdam. O médio brasileiro, de 28 anos, não vai renovar contrato. O jogador foi informado por Pedro Martins da decisão da Administração. Depois de uma época marcada por constantes e consecutivas leões, o técnico maritimista entendeu que o melhor para as partes era Olberdam dar novo rumo à carreira.

«Basicamente, a não renovação de Olberdam deve-se à produção nula que teve, consequência das lesões que sofreu, e que, em determinado momento, condicionaram as minhas opções. Espero que siga o seu caminho, que seja feliz, porque ajudou imenso este grupo e, no ano passado, fez uma época fantástica, nomeadamente na primeira volta. Porém, nesta fase, precisamos de jogadores que nos ofereçam garantias de que possam fazer uma temporada mais consistente e equilibrada, algo que ele não conseguiu este ano», justificou o treinador.

Em relação a outro dos casos pendentes, Rafael Miranda, do encontro entre o médio brasileiro e o presidente Carlos Pereira não saiu fumo branco. Há vontade das partes em renovar e as negociações vão prosseguir hoje, sabendo-se, de antemão, o que Rafael Miranda pretende para renovar e o que o clube lhe pode oferecer. O entendimento é possível, embora o jogador tenha outras propostas e com números mais aliciantes.

Vitória no fecho de época nos Barreiros

on .


O Marítimo vingou-se da eliminação da Taça de Portugal e, num jogo muito sofrido, venceu o V. Guimarães graças a um golo de Danilo Dias e a uma enorme exibição de Salin.

As esperanças insulares em chegar a uma qualificação europeia eram ténues, mas esperava-se um Marítimo decidido a alcançar a quarta vitória caseira da temporada, da mesma forma que era expectável um Vitória acutilante para defender o quinto lugar na tabela.

Puro engano! A primeira parte arrastou-se durante 45 minutos, com poucas oportunidades de golo e com um ritmo lento que parece ter contagiado o público, estranhamente silencioso na etapa inicial. De qualquer forma, embora este fosse a tónica geral da primeira parte, houve alguns (poucos) motivos de interesse.

Perante a incapacidade das equipas em construir lances com princípio, meio e fim, o primeiro sinal de golo nasceu, como seria de esperar, de um erro individual. Igor Rossi escorregou quando tinha a bola controlada, Amidó Baldé roubou-lhe o esférico, mas , no cara-a-cara com Salin permitiu uma intervenção enorme do francês (22 min).

A resposta dos insulares foi, no mínimo assertiva. Rúben Ferreira, de regresso após dois jogos de ausência, mostrou qualidade, ganhou a linha de fundo e descobriu Danilo Dias no poste mais distante para dar vantagem aos verde-rubros (31 min).

A vantagem maritimista caiu mal nos vitorianos que, por isso, demoraram algum tempo a digerir o murro e, por conseguinte a reagir em busca da igualdade. Também por isso, os vimaranenses apenas conseguiram ripostar na sequência de lances de bola parada, momentos em que o futuro dragão Tiago Rodrigues assumiu todo o protagonismo. Primeiro na conversão de um livre directo que passou perto do poste da baliza de Salin (35 min) e, logo a seguir, a cozinhar um pontapé de canto directo que ia fazendo com que Salin borrasse a pintura (36 min).

No meio de todo este emaranhado, como diz o ditado popular, um dos melhores momentos estava mesmo guardado para o fim. Rúben Ferreira encheu, literalmente, o pé direito, numa espécie de gesto contranatura por ser canhoto de gema, e promoveu a intervenção da tarde a Douglas que voou para a bola (40 min).


O intervalo fez bem a formação de Rui Vitória que abordou a segunda parte com mais acutilância do que havia feito na etapa inicial. Sem oportunidades flagrantes de golo, os melhores cheirinhos a golo surgiram na sequência de cruzamentos para área, como foi o caso de um desenhado por Leonel Olímpio (55 min) que contou com um voo magistral de Salin, ou de remates de meia distância, protagonizados por André e Olímpio (55 e 56 min), sem, no entanto, a mira afinada.

Os homens da Cidade Berço continuaram a utilizar as mesmas fórmulas e estiveram perto do golo na sequência de um cruzamento de Kanu que Soudani desviou, mas Amidó Baldé não conseguiu desviar para o empate (61 min).

O Marítimo esteve 20 minutos para conseguir entrar na área do Vitória de Guimarães e fê-lo através de um pontapé de canto conquistado por Suk (64 min), mas sem perigo. Até por isso, os vitorianos foram acreditando e Tiago Rodrigues, num remate forte e colocado, obrigou Salin a aplicar-se (min 69). Pouco depois, foi Soudani a rematar forte, depois de uma jogada em alta rotação de Ricardo, valendo o desvio de Briguel.

À entrada dos últimos dez minutos o mesmo Soudani foi protagonista de um grande falhanço quando não conseguiu empurrar para o fundo das redes o bola em plena pequena área (79 min). E quando não era a falta de pontaria a trair os avançados do Vitória era Salin a encher a baliza, como fez a remate de João Ribeiro (85 min).

O melhor que se viu do Marítimo foi um enorme falhanço de Rafael Miranda depois de uma assistência fantástica de Heldon (87 min). Rui Vitória pode queixar-se de falta de eficácia, mas a verdade é que o Vitória ficou a zeros e, por isso, perdeu três pontos nos Barreiros. O Marítimo marcou e soube sofrer, mas ficou fora da Liga Europa.

Marítimo perde com Benfica

on .


O Benfica cumpriu o plano de viagem para a deslocação à Madeira e venceu o Marítimo, por 2-1, mantendo assim quatro pontos de distância para o FC Porto na liderança do campeonato. No final a festa foi sintomática que o título está ali ao virar da esquina.

Dificilmente Jorge Jesus imaginaria melhor começo. Numa das primeiras aproximações à área insular, Márcio Rozário foi imprudente na forma como abordou o lance com Lima, na área insular, e derrubou o avançado para castigo máximo. Na conversão da penalidade o brasileiro, recrutado ao Braga, carimbou o 17º golo da temporada e colocou as águias na frente do marcador (5m).

Houve, seguramente, quem pensasse que o mais fácil estava feito. Puro engano. Havia ainda que lidar com a força do Marítimo, que respondeu de pronto, na cobrança de um livre, outra vez com Mário Rozário como protagonista, mas o remate do «xerifão» verde-rubro embateu no poste da baliza de Artur (7m).

A formação orientada por Pedro Martins recuperou rapidamente do murro no estômago que foi começar a perder quase nas cabines e voltou a responder, com menos assertividade é certo, através de um remate cruzado de Artur bem resolvido pelo guardião encarnado (11m).

Disseram presente os líderes da classificação na sequência de um pontapé de canto, uma das fórmulas mais letais dos encarnados, mas Rodrigo não conseguiu empurrar para a baliza um desvio precioso de Enzo Pérez ao primeiro pau.

O Marítimo aproveitou a deixa benfiquista e também tentou tirar partido dos lances de bola, com Luís Olim a levantar o canto para uma cabeçada de Igor Rossi defendida por Artur (30m). Foi o mote dos insulares que, a partir daqui, construíram três lances de perigo junto às redes de Artur. Primeiro valeu Luisão a desviar um remate de Sami (40m), depois Salvio a negar a finalização a Rafael Miranda (41m), mas à terceira Igor Rossi teve cabeça para encontrar o caminho das redes do Benfica dando a melhor sequência um cruzamento de Artur e recolocando a igualdade no placard.

Tocaram os alarmes na cabine encarnada, perante a obrigação de vencer o jogo, e o início do segundo tempo do Benfica foi absolutamente frenético. Lima recuperou a bola e isolou Rodrigo mas o remate do avançado internacional sub-21 espanhol saiu ao lado (50m). Logo depois Matic assumiu a construção do jogo e assistiu Lima que acertou em cheio no travessão da baliza de Salin (52m). O cenário voltou a repetir-se imediatamente a seguir, de novo com Lima em acção, mas o postes, tantas vezes aliados na campanha europeia, voltaram a negar o golo ao brasileiro (55m).

Pelo meio o Marítimo conseguiu ligar um ataque rápido (e respirar), numa triangulação entre Suk e Artur que terminou com um remate fraco de Heldon (54m).

Manteve-se, contudo, o acerco encarnado com um muro a erguer-se em frente da baliza de Salin: Igor Rossi. Lima, por duas vezes, tentou recolocar o Benfica na frente do marcador, em ambos os casos, o remate morreu no corpo do central brasileiro (61 e 69m). Pelo meio Enzo Pérez ainda tentou de longe, mas Salin estava atento (67m).

Tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por lá ficar. Salvio insistiu pela direita, ganhou a linha de fundo, e cruzou para o corte defeituoso de Igor Rossi, que traiu Salin e acabou dentro da baliza insular (72m).

À semelhança do que fizera na primeira parte, o Marítimo respondeu, numa jogada individual de Suk, mas o remate do coreano saiu transviado (75m).

A vencer Jesus equilibrou a equipa, lançou Carlos Martins, que teve um remate ao lado mal entrou (77m), em detrimento de Rodrigo, enquanto Pedro Martins lançou Fidelis para tentar chegar de novo ao empate.

O Marítimo ainda assustou nos minutos finais, embora sem lances de perigo, altura em que todo o banco encarnado já esperava de pé o apito final de Manuel Mota que foi intensamente festejado. Afinal, são três pontos que podem valer o campeonato à turma encarnada.