Voz Verde Rubra

'Pesadelo no Dragão' por Filipe Vasconcelos

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Na passada sexta-feira, o Marítimo deslocou-se ao Porto jogar no Dragão. Como adepto tenho sempre a esperança de ver um resultado positivo, não obstante deste ser o jogo mais difícil para pontuar das 34 jornadas.

Muitas vezes vi treinadores do Marítimo serem criticados por jogarem contra os “grandes” a medo. Jogar a medo significa normalmente, entrar em campo com uma equipa mais defensiva do que o normal, da o jogo ao adversário, sair para o ataque com poucos jogadores e ficar satisfeito com um empate. Nem sempre esses sintomas significam medo mas é o que se costuma dizer entre adeptos.

Não foi este o caso do Marítimo neste jogo, não foi por aí que saímos vergados. A passagem do Danilo Dias para o ataque no lugar do Fidélis procurava aproveitar o contra-ataque. O Semedo foi o médio mais ofensivo. Esta fórmula não é praticamente nova e tem sido usada pelo Pedro Martins em jogos que não iremos ter a posse de bola devido à mais-valia teórica dos adversários.

O grande problema, na minha opinião, começou com o posicionamento das linhas do Marítimo, bastante avançadas. Este Porto é uma equipa que gosta muito de explorar as costas da defesa. E nós demos espaço suficiente para as arrancadas dos jogadores azuis. Ainda mal tinha começado e já o Jackson tinha estreado o marcador, num lance típico do que acabei de falar. Sinceramente preferia ter ido jogar a medo do que de peito aberto. Não significa que saíssemos de lá com a vitória mas que tínhamos mais hipóteses, lá isso tínhamos. A jogar desta forma era uma questão de tempo até o Porto marcar.

Mas nem todo o problema foi tático. A postura dos jogadores, de uma forma geral, desiludiu-me. Há dias em que tudo corre mal. Os passes falhavam, as jogadas não saiam, a defesa deixava tudo passar e com o passar do tempo a vontade de ir tomar duche e partir rapidamente para o aeroporto era grande. Parecia, a determinada altura, que mais ninguém se preocupava com o jogo.

Eu admito derrotas, admito goleadas, admito dias menos positivos por parte de todos. Mas o que me fez mais confusão foi ver a falta de atitude global. E isso eu não posso admitir.

Agora vem o jogo com o Bordéus. Já sabemos que os podemos vencer mas também sabemos que em França vai ser mais complicado arrancar uma vitória do que seria nos Barreiros. As contas não são complicadas. A derrota é a morte, o empate deixa-nos ligados às máquinas e a vitória será uma injeção de adrenalina. Como adepto resta-me acreditar. Peço mais vontade de vencer do que no último jogo. E caso não seja possível a vitória, brindem-nos com uma atitude louvável, lutem até o último minuto seja qual for o resultado. Isso já me fará ter orgulho.

Saudações Verde Rubras


“FCP vs ......” por André Ladeira

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Caros Maritimistas,

Na passada Sexta Feira, o CSM deslocou-se à casa do Campeão Nacional, o Futebol Clube do Porto,  confesso que as minhas esperanças recaiam numa vitória, não obstante ter consciência do poderio do FCP e dos malabarismos que por vezes se fazem na casa dessas equipas ricas.

O 11 inicial do Maritimo causou-me alguma surpresa, entrar no Dragão sem Ponta de Lança e com três médios com as mesmas caracteristicas deixaram-me apreensivo, no entanto, confiei no trabalho de Pedro Martins.

O jogo ainda não tinha aquecido e já a defesa do Marítimo reencenava o lance que deu golo do SCP nos barreiros, e, da mesma maneira que deu  cá, deu lá, o Maritimo garantiu assim mais um record para o avançado Portista, Jackson, que abriu o activo.

A equipa do Maritimo não conseguiu encontrar equilibrio nem sair a jogar, aliás, os nossos cada vez que tocavam na bola lançavam o ataque Portista.

Muito mal se jogavam os de branco, bolas que não saiam, jogadores que faziam trapalhada, até o Roberge estalava o verniz, um cenário pouco habitual.

Não tardou muito para que Briguel fizesse das suas, e assim foi, concedeu espaço a Varela, virou as costas à bola, criou um impasse que deu espaço para o golo da noite, um golaço do extremo Portista que deitou qualquer esperança Maritimistas pelo cano abaixo.

A partir dai os de Vitor Pereira geriram a vantagem a passo e fechando sempre os espaços dos nossos.

Na segunda parte, já com Olberdam e Fidelis em campo o CSM ainda se aproximou da baliza Portista, no entanto de forma mediocre e desajeitada, as coisas continuaram iguais, com Briguel, lento e completamente batido, João Luiz a querer fazer 100m com a bola quando nem 5m consegue, um descalabro que termina com mais 3 golos dos da casa, mais um para Jackson e 2 para James Rodriguez, um deles com resultado de uma asneira infantil de David Simão, que tinha acabado de entrar em campo.

Meus caros, confesso que ontem, à  semelhança do que aconteceu no jogo com os de Coimbra, não gostei da prestação do CSM, das escolhas de PM e acima de tudo do desempenho geral, retiro deste leque Ruben Ferreira, que na minha opinião foi o mais inconformado e o mais lutador naquele campo.

O Maritimo não existiu, não jogou e foi ao FCP garantir a liderança do Campeonato ao FCP, dar recordes ao Jackson e desiludir a sua massa associativa.

Há mto trabalho para ser feito nestes dias, o treinador do CSM tem de rever as opções para vários sectores que estão a produzir pouco, designadamente arranjar uma solução urgente para a linha defensiva lateral direita, o extremo esquerdo tem de sair e acima de tudo, colocar as peças definitivas e eficazes no meio campo.

A deslocação a Bordeus pode significar a despedida da liga Europa ou a renovação da esperança, como socio e adepto, gostaria muito de ver o CSM ultrapassar esta fase de grupos e integrar o lote dos melhores da Europa, mas, sem rever as asneirdas de sexta-feira penso que não será possivél, no entanto tou confiante na vitória.

Caros sócios, perder por 5 ou perder por 1 só é prejudicial porque se perde pontos, a quantidade de golos é irrelevante, não obstante ter de servir para que se faça uma reflexão e se corrija o que possa estar mal, é esse o apelo que faço a PM.

Quando me fiz socio do MARITIMO, foi de coração e alma e nesse “compromisso” aceitei defender as cores deste meu clube nos bons e maus momentos, nas derrotas e nas vitórias, e é isso que farei, continuo a acreditar neste Maritimo e continuarei a apoiar incondicionalmente as nossas cores, seja em que campo for.

VIVA O MARITIMO

André Ladeira

"No striker, no fun" por Filipe Vasconcelos

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Começa a ser doloroso ver uma superioridade global por parte da equipa do Marítimo ser posta em causa por ineficácia ofensiva. 2 jogos importantes em casa em poucos dias, com equipas superiores em teoria, onde o Marítimo foi superior no relvado e em que a finalização deitou tudo a perder. Assim não dá!

Para a Liga Europa, num jogo muito importante, praticamente decisivo para as aspirações de passar, empatamos a 1 com o nosso golo a ser marcado por um central. Ainda tivemos oportunidades para sair com os 3 pontos mas a aselhice dos nossos avançados (recuso-me a chamar falta de sorte como fez o nosso presidente) não permitiu fazer o mais importante.

Poderíamos estar agora numa posição mais confortável, um 2º lugar e ir na 5ª Feira a França com a convicção que o empate deixava tudo nas nossas mãos. Mas não, para podermos depender apenas de nós próprios não temos outra alternativa que não seja lutar pela vitória.

Já aqui escrevi que fora temos tido melhores resultados que em casa o que poderia ser um bom sinal. Mas temo que na Liga Europa essa teoria não se vá concretizar. Se no campeonato até estamos a ser superiores fora dos Barreiros, na Europa não vamos encontrar essas equipas que metem o autocarro a tapar a baliza. Por isso, acredito que será bem mais penoso lutar pela vitória em Bordéus.

Pior que o jogo europeu foi o do campeonato contra o Braga. Aí o domínio foi mais que evidente. As oportunidades foram quase exclusivamente nossas. Os golos? Bem, esses pertenceram ao Braga.

Esse jogo fica ainda marcado pela expulsão do Salin por protestos. Apesar da razão nesse lance em particular estar do lado do árbitro (os protestos foram realmente excessivos) nada disso teria acontecido se a falta do Eder tivesse sido assinalada. Não foi por isso que perdemos o jogo mas é por isso que vamos ao Dragão sem o titular na baliza.

O que esta equipa podia fazer caso o Fidélis e o Adilson fossem trocados por um avançado digno? Que não tivesse 2 tijolos nos pés, ou pelo menos soubesse posicionar-se para encostar a bola? Acredito que podíamos fazer muito mais. É que apenas força e boa vontade não é suficiente no futebol.

Este é um ponto essencial. Há muitas maneiras de jogar futebol, muitos estilos, muitas táticas. Nenhuma serve se não meterem a bola na baliza do adversário. E não é com pontas-de-lança que junto à pequena área rematam para a linha lateral que vamos lá.

Espero que o Natal seja generoso e seja possível de alguma forma trazer um avançado que consiga concretizar. Caso contrário, o mister Pedro Martins vai ter de recorrer à equipa B mais cedo ou mais tarde.

Saudações Verde Rubras



“Em casa mandam os outros” por André Ladeira

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Caros amigos,

Esta foi mais uma semana Agri-Doce, no que respeita ao desempenho Verde-Rubro, no jogo de ontem, em que os nossos defrontaram os de Braga.

Num jogo que se resume a duas oportunidades dois golos para os visitantes, e umas quantas oportunidades e zero golos aos da casa.

No entanto, tudo devidamente abençoado por um quarteto fantástico de juízes que de internacionais a única coisa que detêm é o rótulo.

Se não vejamos, o primeiro golo do Braga resulta de uma falta que só o fiscal de linha é que viu, da origem á bola parada que posteriormente o Rafael Miranda ajeitou para o Eder Marcar.

Confesso que considero que o CSM foi sempre superior ao Braga em ambas as partes, teve até várias oportunidades de golo, não fosse a falta de “sorte” de Sami e a qualidade do GR do Braga talvez a historia do jogo tivesse sido outra.

Por outro lado, destaco pela positiva a prestação do Heldon, fez um grande jogo e na minha opinião não devia ter saido, essa saída devia ter sido o prémio para o SAMI.

A estreia do Caveira e do Semedo não desiludiram mas também não deslumbraram, se bem que no caso do primeiro, considero que esteve muito bem e desempenhou as suas funções acima da média, inclusive marcou um grande livre, por outro lado, Danilo Dias, Sami e o Fidelis ainda não regressaram de férias, vamos lá ver se quando eles chegarem as coisas melhoram ligeiramente e começamos a ter a finalização que se exige.

Na Quarta-Feira, no jogo com o Bordéus, o CSM mais uma vez praticou um excelente futebol dominou o jogo mas não conseguiu ganhar, mais uma vez um golo marcado por um central e iniciado por um lateral, uma coisa inédita e que já começa a ser incompreensível.

Os jogos do CSM em casa estão a tornar-se um castigo para sócios e adeptos, cada jogo que se realiza nos barreiros são um tormento para os adeptos e uma alegria quase jucosa para as hostes.

O CSM desloca-se em breve á casa do FCP, num jogo que, a fazer jus à tradição é praticamente vitória garantida, fora de casa o CSM vai imprimir um futebol sofrível, no entanto um dos defesas vai resolver aquilo no fim do jogo, espero que já agora, seja o Briguel.

Na verdade meus caros, as minhas palavras de revolta não se dirigem ao Pedro Martins nem a grande parte do plantel, dirige-se sim a um grupo de dois ou tres jogadores que parecem estar com a cabeça noutro sitio, espero sinceramente que isso se verifique e rendam uns milhões ao CSM, porque estar aqui com a cabeça ali, habitualmente, não dá em nada, vejam os vossos amiguinhos e colega KLEBER, Djalma e outros, daqui a uns dias andam ai pelo Aguiar da Beira.

Por falar em Aguiar da Beira, é o nosso adversário da Taça de Portugal, uma equipa que se encontra a disputar a III Divisão Nacional, irá discutir com o CSM um lugar na próxima fase da

competição, é vitória garantia pois trata-se de um jogo fora de casa e isso meus caros já vem sendo hábito.

Viva o MARITIMO,

André Ladeira

"Tudo ou nada!" por Filipe Vasconcelos

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Após 2 resultados negativos do ponto de vista de quem pretende passar à próxima fase da Liga Europa (mesmo que se considere que empatar em casa com o Newcastle e perder fora com o Club Brugge não envergonha de maneira alguma), chega o jogo com o Girondinos de Bordéus nos Barreiros.
Os franceses são orientados por Francis Gillot, um treinador que utiliza uma filosofia parecida à do nosso mister Pedro Martins. Gosta de mudar de esquema consoante o adversário sem perder os princípios do seu jogo. A organização tática dos seus jogadores é obrigatória com um a forma marcação defensiva e bom aproveitamento do contra-ataque. Na Liga francesa estão invictos, no entanto têm 6 empates e apenas 3 vitórias, sendo duas delas fora. Creio que o esquema que irá utilizar nos Barreiros será o nosso conhecido 4x2x3x1
Uma vez que jogamos com uma equipa teoricamente mais forte, é possível que voltemos a jogar sem um ponta-de-lança de raiz no onze inicial e com isso darmos a iniciativa de jogo ao adversário. Se forem eles os obrigados a assumir as despesas do jogo, além de não poderem utilizar o contra-ataque, abre a hipótese de sermos nós a usar essa arma. Pelo menos no início de jogo creio que seja isso que vá acontecer. Depois tudo dependerá da marcha do marcador, e uma vez que são 2 técnicos que mexem consoante os objetivos a atingir, poderemos ter pelo menos um bom jogo tático.
Gillot, o treinador do Bordéus disse que só 5ª Feira de manhã é que vai estudar o Marítimo. Pode ser arrogância do estudo em cima do joelho lhe saia caro. Da nossa parte aconselho especial cuidado com o Obraniak e com o Gouffran.
Caso sejamos derrotados não acredito que ainda possamos dar a volta por cima uma vez que ficaremos com uma desvantagem considerável para o 2º classificado e só com mais um jogo em casa para realizar. Mesmo o empate deixa o apuramento por um fio. Então é o tudo ou nada e a luta só pode ser pelos 3 pontos.
No Domingo jogamos para a Taça de Portugal com a AD Oliveirense de Famalicão que joga pela série B da III Divisão. Devido ao jogo da Liga Europa 4 dias depois e de ser contra uma equipa de uma divisão inferior jogamos com uma formação atípica. Na minha opinião bem, até porque até a nossa equipa B tem obrigação de ganhar e convencer contra a Oliveirense.
Mas estes jogos são sempre um problema para nós. Pessoalmente detesto este tipo de jogos. Se golearmos nada se passa de especial, se passamos à rasca é porque jogamos mal, se somos eliminados é a desgraça total. Se por um lado é uma passagem teoricamente fácil pelo jogo em si, por outro para os adeptos da equipa mais forte, só têm a perder.
Lá passamos à rasca, com 30 minutos de tempo extra. Deixo os meus parabéns aos jogadores da AD Oliveirense por se terem batido dignamente.
O Presidente Carlos Pereira confirmou publicamente a existência de salários em atraso no Marítimo. Uma notícia que, obviamente, é preocupante. No entanto não posso deixar de saudar o presidente pela transparência nesta situação. Nós adeptos e creio que também os jogadores agradecemos (apesar de ser a obrigação, pelo menos deveria ser sempre assim) e seguramente todos ficamos mais descansados quando assim é.

Saudações Verde Rubras

Filipe Vasconcelos