Voz Verde Rubra

"Pedro Martins: da desconfiança ao reconhecimento " por Filipe Vasconcelos

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A história dos últimos 10 anos no que toca a treinadores da equipa principal do Marítimo não é feliz. Desde 2002/2003 passaram 12(!!) treinadores principais, em que nenhum saiu de forma natural no fim de um ciclo, no fim de um projeto. Nem mesmo o que deu início a esta década terrível, Nelo Vingada (o treinador mais “assim-assim” que vi o Marítimo ter), que aguentou 5 épocas escapou a um final com despedimento. Pior que a quantidade era ver que o próximo podia ter qualquer perfil. Podia conhecer o futebol português ou podia não conhecer nada. Podia ser um jovem promissor ou já andar nesta vida há muitos anos. Podia ter um bom curriculum ou podia não ter nada. Em questões mais técnicas podia aparecer de tudo. É neste cenário que está inserido o Pedro Martins, atual timoneiro da equipa.

O Pedro Martins chega ao Marítimo para treinar a equipa B em 2009/2010, substituindo o Mitchell Van der Gaag que subiu à equipa A. Até então tinha treinado apenas em escalões secundários do nosso futebol e era conhecido por ter representado clubes como o Vitória de Guimarães, Sporting ou o Boavista como médio nos anos 90.

Apesar do inicio auspicioso do Mitchell com uma presença europeia logo na primeira época as coisas não correram da melhor maneira e na sua segunda temporada, menos de 1 anos depois a história volta a repetir-se. O holandês é despedido e o Pedro Martins é o substituto.

Ao contrário do que aconteceu com o Mitchell na época anterior, em que bastaram 2 ou 3 resultados positivos para ser levado em ombros pelos adeptos, o novo técnico não teve a sua vida facilitada nem direito a estado de graça. De certa forma compreende-se. O holandês voador, como era carinhosamente apelidado, é uma das figuras mais queridas do universo Maritimista deste século pela sua passagem como jogador onde assumiu o papel de líder da defesa durante anos (o Pepe muito tem a lhe agradecer). Muitos dos revoltados com o despedimento atiraram a sua raiva para cima do novo treinador.

Foi preciso muito tempo e muito trabalho para, aos poucos, os adeptos se renderem. Há alguns meses ainda pairavam no ar alguns resquícios anti Pedro Martins mas julgo que hoje não há ninguém que não tenho o mínimo de confiança nas suas capacidades. A mim, pessoalmente, o que me deixou mais dúvidas inicialmente foi a forma como abordou o caso Kleber, colocando-o a jogar mesmo depois de tudo o que se passou. Não costuma ser bom para o balneário esse premiar quem foi “mal-comportado”, porém parece-me que ele conseguiu sempre gerir a situação de forma positiva.

Posso ser um pouco polémico com o que vou dizer agora mas considero o Pedro Martins o treinador mais completo que me lembro de ver à frente do Marítimo e com capacidades para ser o melhor. Sim, incluindo o Inácio e o Paulo Paulo Autuori que apesar das suas virtudes tinham as suas falhas. No banco, sabe construir um onze e ler as incidências do jogo de forma a alterar o que for preciso. Consegue “espremer” os jogadores de maneira a que estes possam dar tudo aquilo que podem. Usa com sucesso jovens da equipa B. Os níveis físicos ao longo da temporada passada pareceram-me superiores ao que é normal, apesar de uma ligeira queda no final. Tem uma boa relação com os jogadores, com a massa adepta e com a direção. Não tem por hábito ser polémico. Não é influenciável ao ponto de mudar a pedido das bancadas, nem o típico cabeça-dura que nunca quer mudar. Podemos pedir melhor? Podemos, é um treinador jovem e com bastante potencial. Comete erros e irá sempre comete-los mas aprendendo com os mesmos tem tudo para melhorar.

Esta época não vai ser fácil. A equipa parece-me ligeiramente mais fraca que na última temporada. No entanto peço ao Pedro Martins, no mínimo a mesma classificação no campeonato e acredito que a conseguirá. Até porque os principais adversários também me parecem mais fracos. Para a Europa o mínimo é a passagem à fase de grupos e depois logo se verá. Nas taças ir o mais longe possível em ambas e talvez chegar a uma final. Com bom trabalho acredito que não sejam objetivos assim tão difíceis de concretizar, apesar de implicar a subida do número de jogos e ter influência na condição física dos jogadores.

Desde o Manuel Cajuda que nenhum técnico fazia duas pré-temporadas seguidas, sendo que este nem aqueceu o lugar na 2ª época. Sinceramente, tenho esperanças que o Pedro Martins fique o tempo suficiente para conseguir montar um projeto com cabeça, tronco e membros, que possa tornar o futebol do Marítimo mais competitivo por natureza. Não duvido que tenha capacidades e ambição para tal. Espaço e tempo é o que veremos.

 

Saudações Verde Rubras



Filipe Vasconcelos

“3 já cá cantam, o resto é conversa” por André Ladeira

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Caros amigos,

Na primeira jornada da época futebolistica da Liga Maior de Portugal, o CSM visitou o Rio Ave.

Num jogo que se adivinhava complicado, num terrreno em que o CSM raramente pontua e quando o faz é quase sempre por empate, Pedro Martins apresentou-nos um onze inicial com uma pequena surpresa, a ausência de Danilo Dias,com Semedo a ocupar a posição de trinco, João Luiz e Miranda ficaram na “babujinha” do ataque.

Pensei eu, “olha que agora isto pode dar sarilho”, mas, mais uma vez Pedro Martins veio a provar que eu estava errado e ainda bem.

O CSM entrou no jogo bastante coeso e a tentar sair a jogar em cima do meio-campo adversário, muitas vezes o intento saiu frustrado porque João Luiz continua a ter algumas dificuldades em abrir o jogo ali naquela posição.

As alas não funcionaram em pleno na primeira parte, aliás, arrisco dizer que SAMI é uma sombra do jogador que foi a época passada, tem jogado “lentinho”, sem entusiasmo,pouco pressionante e muito menos desiquilibrador, a par de Heldon, no entanto este ultimo demonstra-se muito esforçado e parece-me estar a acusar o sindrome “inicio de epoca”.

O Maritimo apareceu timido mas seguro nesta primeira parte, a defesa funcionou muito bem, apesar de um erro de Ruben que poderia ter dado um golo a João Tomás, não fosse SALIN que teve muito bem, numa saida directa à cara do avançado amarelo e tirou a bola a soco, excelente pormenor do GR do CSM.

O jogador Semedo teve uma estreia agri-doce, eu confesso que gostei da prestação deste jogador, teve um momento bastante perigoso que, por um erro seu, o CSM poderia ter sofrido um golo, não aconteceu valeu um fora de jogo assinalado pela arbitragem, mas tirando isso esteve bem na sua prestação, saiu lesionado a meio da segunda parte, só espero que não seja nada grave.

A segunda parte começou com um Maritimo “maior”, crescemos bastante e o futebol começou a fluir ainda mais quando entrou David Simão, e que entrada, diria eu que veio trazer a batuta que faltava ao ritmo algo trapalhão do jogo, este jogador revelou-se muito importante para os planos de Pedro Martins, mostrou bom futebol, bons pormenores e acima de tudo uma grande entrega, na minha opinião foi, a par de Roberge, o melhor em campo dia 18 de Agosto de 2012.

Danilo Dias e Adilson entraram e o jogo ainda melhor ficou, Danilo Dias dispensa apresentações e ficou bem claro que Pedro Martins deixou-o para o fim para explorar a falta de “forças” dos da casa, resultou e DD desiquilibrou aquela defesa toda, o Maritimo estava bastante rematador, bastante ofensivo, nâo obstante perdulário na execução final (golo).

O Adilson, tem vindo a dar mostras de que efectivamente é um jogador a ter em conta, cada vez que entra mostra muito e bom futebol no cumprimento daquilo que lhe é pedido pelo treinador, tenho gostado de vê-lo jogar.

A defesa, nada a apontar, a não ser um golo pelo João Guilherme e as 5 estrelas de mérito a Roberge, este ultimo, não só safou duas situações de golo como por várias vezes foi ao meio campo distribuir jogo, destaque para um passe quase teleguiado para Sami, um feito fantástica para um defesa central.

Miranda cumpriu os minimos e não lhe podemos apontar nada.

O Maritimo venceu perante um Rio Ave amorfo e bastante limitado fisicamente, eu penso que quando o 4 arbitro levantou a placa dos 5m complementares, os jogadores do Rio Ave ficaram aflitos, sinceramente, demonstraram fragilidades fisicas que são inadmissiveis num campeonato profissional de futebol, que neste momento, está classifcado como o 4º melhor da Europa, os nossos, não estão no seu pico de forma mas aguentaram estoicamente e com alguma naturalidade os 90m, continuo a achar que SAMI, FIDELIS e João Luiz têm de mostrar mais futebol, em especial o SAMI.

No geral acho que o Pedro Martins demonstrou uma grande capacidade de gerir a equipa, foi visionário na elaboração do 11 inicial e mais uma vez demonstrou trabalho, sou sincero, se o resultado fosse outro não ficaria contente, mas louvaria sempre o trabalho que Pedro Martins tem feito, nota-se que há empenho e dedicação no nosso CSM e por isso mil vénias ao treinador e a sua equipa de trabalho.

Vem ai a proxima jornada, em casa, é para manter a forma e tentar marcar golos, muitos golos de preferencia.

Para a Liga Europa, o Dila Gori vem a caminho e já dia 23, esta quinta-feira, faço aqui um apelo a todos os Maritimistas, venham a estádio apoiar o nosso Maritimo, façam isso pela equipa, pelo clube e por todos aqueles que trabalham neste CLUBE, o Maritimo merece todo o nosso apoio, é o minimo que podemos fazer.

VIVA O MARITIMO.

 André Ladeira.


"Rumo à fase de grupos" por Filipe Vasconcelos

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Sofrimento. Esta é a palavra-chave para resumir o que se passo nesta pré-eliminatória da Liga Europa que opôs o Marítimo aos gregos do Asteras Tripolis. Sofrimento por duas razões. A primeira pelas incidências do segundo jogo principalmente. A segunda por ver o fio de jogo que tínhamos na época passada eclipsado.

 

Ao conhecer-se o nome do adversário, aquilo que passou pela cabeça da maioria dos sócios e adeptos do Marítimo foi um ponto de interrogação devido ao vazio de conhecimento sobre esta formação. E por esta razão, muitos foram na cantiga que iam ser favas contadas. No final o que se contaram foram os minutos à espera que o árbitro terminasse a partida. Ora, o Asteras Tripolis ficou em 6º lugar da liga grega, liga essa que não pertence ao grupo dos campeonatos mais fracos do continente europeu. A diferença para a nossa liga nem é assim tão grande, daí ser um erro criar expectativas de facilidades tão elevadas. Felizmente, nesse aspeto, a equipa esteve muito bem, respeitou o adversário e conseguiu superar as dificuldades com humildade. Não fosse essa humildade e tenho sérias dúvidas que tivéssemos passado.

Os gregos não mostraram grandes recursos individuais, porém têm um coletivo forte, com rotinas bem trabalhadas e jogadores solidários. Algo raro de ver no nosso futebol nesta fase do pré-campeonato. E foi contra este esquema tático bem montado que tivemos dificuldades. As alterações que o Marítimo sofreu em relação ao onze base da época passada não foram muitas. Mas uma delas está a revelar-se importante. A saída do Roberto Sousa é um quebra-cabeças que o Pedro Martins está a tentar solucionar. O 4x3x3 continua com o João Luiz no lugar do Roberto sousa ao lado do Rafael Miranda. Em termos táticos, com esta dupla no meio-campo mais recuado deveríamos ter um maior pendor ofensivo, algo que não aconteceu. O João Luiz nunca chegou a aparecer e o Rafael Miranda, demasiado preocupado com questões mais ofensivas, não pode levar a bola para o ataque. O ataque ressentiu-se e o Danilo Dias que gosta de jogo rápido e bola no pé também passou ao lado. O resultado foi um autêntico “buraco” no centro do terreno.

A 1ª parte foi um jogo chato, em que jogamos mais recuados do que habitualmente com o Pedro Martins e um futebol mais direto para tentar alimentar o ataque, quase sempre de forma inconsequente. A defesa foi o sector mais eficaz, sempre seguro e impediu que o ataque do Asteras fosse demasiado perigoso.

A 2ª parte começou como a 1ª mas tudo mudou ao minuto ’69 quando Rúben Ferreira é expulso num lance em que penso que nem o próprio sabe o porquê de ter feito tal entrada. Com mais de 20 minutos para jogar, com a eliminatória presa por 1 golo fora e com a equipa partida em campo, duvido que este lance não tenha metido ninguém com os nervos em franja na bancada. Os jogadores conseguiram a concentração necessária para levar o 0-0 até ao final dos 90 minutos. Os jogadores e o abençoado poste esquerdo da baliza do Salin.

Não vou individualizar as prestações mas quero deixar uma nota para o Adilson, cuja entrada permitiu segurar a bola lá na frente e, algo que o Fidélis não estava a conseguir.

Passado o sofrimento do Asteras, veio, no dia seguinte, o sofrimento do sorteio. Podia-nos calhar de tudo, desde colossos até desconhecidos. Ficamos com o brinde na minha opinião. O Dila Gori, 5º classificado na última liga da Geórgia é mais um desconhecido. Ao contrário do Asteras acho que temos mais possibilidades de passar em frente para a fase de grupos. Apesar do desconhecimento total sobre esta equipa, dá para ver que utilizam quase a 100% jogadores naturais do seu país, com exceção para um guarda-redes croata.

Sem querer embandeirar em arco, acho que temos que nos assumir como favoritos para a qualificação. O 5º de Portugal tem obrigação de ser melhor que o 5º da Geórgia. Até podem comparar com o Asteras que também era u desconhecido e deu trabalho mas o campeonato grego é, também ele, claramente superior. Não há por aí dúvidas. Temos que ser humildes e respeitar o adversário mas temos todas as possibilidades de eliminar o Dila Gori e só não o faremos se formos inferiores ao nosso valor.

 

Saudações Verde Rubras

Filipe Vasconcelos

“Da ansia ao heroismo, que venha o próximo”: por André Ladeira

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Caros amigos,

Dando sequência à “Voz do Adepto”, vou debruçar-me sobre o jogo do CSM Vs Asteras Tripoli, no entanto tenho de fazer uma nota a algumas informações incorrectas que foram veiculadas pelo Speaker (não era o João Canada) no Estadio dos Barreiros antes de iniciar o jogo, o Sr. disse ao microfone, passo a citar “...o Maritimo estreou-se na Taça UEFA em 93/94 e venceu o Aarau por 0-1, depois defrontou a Juventus...”, não é verdade, o CSM estreou-se na Taça UEFA em 93/94 mas contra o Antuerpia e foi afastado com um “saldo” de 4-2, resultado de uma derrota por 2-0 na Belgica e um empate a 2-2 em casa, nos Barreiros, a famosa epoca Europeia em que o CSM defrontou a Juventus, foi em 94/95, em que após eliminar, ai sim, o Aarau por 0-1, (empate fora de casa por 0-0 e uma vitoria em casa por 1 golo), na segunda ronda o CSM é eliminado pela Juventus com um “saldo” de 1-3, fruto da derrota caseira por 1-0 e fora por 2-1, numa competição em que se sagrou vencedor o PARMA.

A segunda informação mal passada foi, relativamente aos jogos com o Leeds United, o Speaker diz que o CSM (primeiro jogo) mandou embora o Leeds com uma vitoria em casa por 0-1, não foi bem assim, o CSM perdeu o primeiro jogo na Inglaterra (1-0), marca 1 golo em casa, mas perde o jogo nos penaltis e sai da prova, esta nota era obrigatória porque não admito que se veicule informação historica e documentada de forma erronea dentro do nosso estádio.

Quanto ao jogo e ao apuramento, confesso que quando entrei no Estadio levava a alma maritimista cheia de esperança e alegria com o pensamento na vitória aliada a uma boa exibição, o 11 escolhido por Pedro Martins foi o mesmo da primeira volta, os jogadores já tinham uma ideia do estilo de futebol do adversário e sabiam, como todos nós, que eles vinham cá para “matar” a eliminatoria.

Nos primeiros 45 minutos de jogo vi um CSM a tentar fazer o jogo à moda “catalã”, tentar segurar a bola para obrigar o adversário a tentar roubar a bola para que os nossos fossem ao contra-ataque, mas quando não se tem Iniesta, Messi e outros, a coisa complica-se e o Maritimo complicou, Danilo Dias não funcionou como “10”, o João Luiz com muito esforço e dedicação não conseguia meter as transições ofensivas para Fidelis marcar e o resultado foi bastante “trapalhão”, um meio-campo que funcionou a meio-gás e pouco produtivo, o Miranda demonstra muitas fragilidades e joga muito nervoso, a acusar a falta de ritmo.

A defesa não comprometeu, foi segura e limpinha, Ruben teve melhor que Briguel nos passes para as extremidades e os centrais sgurissimos e atentos.

No ataque, vi uma primeira parte lentinha e mastigadinha, Heldon, Sami lentos e a precisar de ritmo, quanto ao Fidelis, precisou de bolas que quase nunca chegavam ao jeito da “estocada fatal”.

A primeira parte acabou com um bom remate de Heldon que passou pertinho do poste da baliza Grega.

Na segunda parte, quando se pensava que teriamos um Maritimo mais pressionante e mais atacante, o Asteras tomou completamente as redeas do jogo, mandou o Maritimo para a

defesa e jogou a seu belo prazer, sem eficácia e algo descoordenado, mas pressionante com algum perigo.

A resposta do CSM limitou-se a umas bolas arremessadas para o meio campo Grego na esperança que lá ficassem, o Danilo Dias algo amorfo e desligado, deu lugar a Rodrigo António que não teve tempo de mostrar o que pode fazer numa equipa que estava decalaradamente a defender a vantagem na eliminatória.

Para não variar, o publico sofria a bom sofrer, quem é crente rezava quem não é, rezava também, vem o RUBEN e estala o verniz, arranca um carrinho a duas pernas contra um Grego, vê um vermelho directo por agressão e lá aumenta o sofrimento dos nossos sem necessidade e já vão duas, inaceitavel a postura deste jogador, que podia ter comprometido o trabalho da equipa.

Se com 11 o futebol já estava a derrapar, com 10 tivemos de ser herois para aguentar e conseguimos um acto heroico.

O Adilson rendeu um Fidelis esgotado fisicamente e foi uma surpresa, na minha opinião esteve muito bem e cumpriu o seu papel na totalidade com a nota mais porque ia marcando um golo, valeu a boa defesa, quase às cegas, do guardião do Asteras.

Conseguimos manter-nos na corrida pela fase de grupos, foram 180 e tal minutos de angustia, sobressai o golo do Fidelis (I mão) que nos deu esta alegria, o Asteras foi uma equipa muito complicada, algo limitada em alguns aspectos táticos mas com muita garra e bastante ofensiva e que ainda nos fez tremer com uma bola ao poste por iniciativa de Bartolini.

Acabou o sonho Europeu desta equipa Grega, que, volto a insisitir, cumpriu bem o seu papel, não obstante ter conseguido este lugar Europeu por beneficio da exclusão do AEK ( decisão da UEFA) das competições Europeias, tem mérito e sai de cabeça erguida.

Não sou crente, mas acho que a nossa senhora do Monte, no jogo de dia 9 de Agosto de 2012, estava com um cachecol do CSM a olhar para o jogo.

A afluência do publico foi boa e o Maritimo tem bastante trabalho pela frente, foi uma equipa com algumas fragilidades e bastante ansiosa, no entanto, tenho a certeza que Pedro Martins vai incentivar os jogadores a subirem a sua forma e apresentar um futebol mais vistoso, produtivo, eficaz e ao nivel que nos habituou.

O Maritimo irá agora defrontar o FC Dila Gori, uma equipa da Georgia que alem de ter eliminado o Anorthosis também eliminou uma equipa Dinamarquesa, pode ser uma equipa acessivel, depende da postura que o Maritimo encarará ambos jogos, o CSM tem tudo para fazer historia e passar à fase dos Playoffs.

Viva o Maritimo.

André Ladeira.


"Modalidades amadoras... ou não." por: Filipe Vasconcelos

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Na minha estreia neste espaço quero, antes de mais, agradecer à administração do CSMaritimo-Online o convite que me fizeram para semanalmente poder expor as minhas ideias e conhecimentos de adepto de bancada e sofá nesta rúbrica. Aos mesmos administradores quero também dar os parabéns por, após tantos anos, continuarem com ânimo para dinamizar o principal local de encontro de Maritimistas na internet.

O futebol é o desporto rei em Portugal, na Madeira, no Marítimo e meu pessoalmente. Faria todo o sentido que começasse a falar de futebol nesta minha 1ª redação. Porém, foi uma pré-temporada atípica por motivos pessoais e dei muito pouca atenção à remodelação da equipa e só tive contacto com jogo na estreia em competições oficiais na passada Quinta-Feira. Num daqueles links com fraca qualidade e com comentários em grego. É pouco. Aproveito que as atenções desportivas do momento estão viradas para os Jogos Olímpicos para falar do que é raro se falar em Portugal, as modalidades chamadas amadoras apesar de muitas, de amadoras terem muito pouco.