| Carlos Jorge em entrevista |
Tweet me!| Terça, 09 Março 2010 01:15 |
Adjunto de Nelson Caldeira nos comandos da Equipa B do Marítimo, Carlos Jorge fala do seu regresso ao mundo do futebol, agora, “do outro lado do campo”...
Como ex-jogador e ex-capitão do Marítimo como é que vê este regresso e mais especificamente a estas novas funções? Vejo com agrado. Embora tenha ficado alguns anos afastado do futebol, mantive-me sempre informado e acompanhei o Marítimo. Encaro estas novas funções como uma nova experiência e começo com alguma curiosidade. Ao longo destes anos tenho vindo a ser convidado para regressar e optei por ter, em primeiro lugar, uma experiência no campo, uma vez que joguei futebol durante muitos anos. Agora na área técnica, a acompanhar a experiência notável do professor Nelson Caldeira.
Enquanto jogador foi emprestado ao União para rodar no início da sua carreira e mais tarde voltou a sair para o Sporting. Voltando ao Marítimo e apesar de outros convites optou por não jogar mais. Esta é mais uma etapa que se cumpre na sua vida ligada ao futebol? Em primeiro lugar vou ver de que forma esta experiência é compatível com a minha vida. Quando estive no União, apesar de ter sido para um clube mais pequeno, foi uma boa experiência para o resto da minha carreira desportiva. Estava no Marítimo, era jovem e surgiu a oportunidade de ir para o União para jogar. Fui titular a época toda e quando regressei ao Marítimo eram tempos difíceis de singrar como jogador de futebol, vinha com uma experiência muito boa e acabei por ganhar um lugar na equipa e jogar esses anos todos. Regresso com muitas saudades do futebol e estou aqui para ser o profissional que fui ao longo dos anos em que representei o Marítimo. Digamos que este é um excelente estágio, estar a trabalhar com o professor Nelson. Que mensagem pode deixar um ex-capitão de muitos anos, a esta equipa jovem do Marítimo? Quem quer ser vencedor precisa trabalhar bastante, ter atitude profissional e encarar o futebol como uma oportunidade única de viver no grande mundo do desporto. É preciso muito trabalho, sacrifício e saber que é um privilégio ser um jogador de futebol de alta competição. Só conseguirei ajudar de uma forma: tudo o que é futebol depende de resultados e neste sentido vou dar o meu melhor como profissional. Vou tentar, juntamente com o professor Nelson, alcançar os objectivos da equipa B. É o que posso prometer: trabalho. O que espera deste novo desafio e que objectivos tem para esta nova etapa? O meu objectivo é estar no Marítimo, a ver se conseguimos fazer um bom trabalho na equipa B. Vou trabalhar com esta equipa até o final da época e depois decidir o futuro. Ligado à área técnica, tudo se resume aos resultados, que acabam por decidir a nossa vida. Independentemente da nossa perspectiva, os resultados é que mandam no mundo do futebol. Outro dos meus objectivos enquanto técnico é conhecer “o outro lado do campo”, uma vez que fui jogador durante muitos anos. |

Adjunto de Nelson Caldeira nos comandos da Equipa B do Marítimo, Carlos Jorge fala do seu regresso ao mundo do futebol, agora, “do outro lado do campo”...
