Rádio CSM-Online

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Maritimistas:

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Muita água, pouco futebol
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Domingo, 10 Janeiro 2010 09:34

Terceira derrota consecutiva. Queda livre na tabela classificativa.

Num mau relvado para as duas equipas, o V. Guimarães jogou «como um peixe na água», enquanto o Marítimo demonstrou que não está habituado a ter muita água pela frente. E assim, Sereno deu expressão a um domínio total (os madeirenses apenas fizeram um remate à baliza) e manteve a tradição de o Vitória, nas últimas épocas, vencer nos Barreiros. Já os madeirenses averbaram a terceira derrota consecutiva. Os minhotos podem continuar a sonhar com a Europa.

Pegando numa das frases mais ouvidas no Verão, «soltem a parede», o grito adequado para ouvir nos Barreiros era mais «despachem essa bola». É que qualquer semelhança com futebol é pura coincidência face ao mau estado do relvado: uma autêntica piscina.

As duas equipas actuaram em esquemas diferentes, mas encaixaram-se: o Marítimo em 4x2x3x1 e o Vitória em 4x1x3x2.

Mais habituados ao Inverno rigoroso e muita chuva, os minhotos cedo perceberam como jogar perante tanta água. Os madeirense não! Assim, foi o conjunto de Paulo Sérgio quem melhor jogou e rematou à baliza. Logo no primeiro minuto, Marquinho foi atraiçoado. Quando isolado, o brasileiro foi desarmado pela água. O mesmo jogador tentou a sorte de longe, mas o remate saiu à figura de Peçanha.

Depois, Moreno fez um corte incrível, sentado depois de escorregar, com Baba nas suas costa à espera da bola. A única oportunidade de golo pertenceu a Roberto, que após um canto apontado na direita por Desmarets, cabeceou por cima da barra quando tinha tudo para marcar.No primeiro tempo, os homens de Gaag não fizeram um remate à baliza de Nilson. E até ao intervalo, mais nada de registo a não ser que a segunda parte prometia ser pior.

O recomeço não trouxe nada de novo. Os dois técnicos mantiveram as estruturas e o Guimarães continuou a mostrar-se mais à vontade. Ao minuto 55, seria de novo Roberto a cabecear fraco para defesa fácil de Peçanha. Num lance individual aos 58 minutos, Desmarets num remate cruzado tentou a sua sorte com algum perigo. Milhazes assustou Peçanha aos 63 minutos num cruzamento remate. Continuava a dar mais Guimarães que Marítimo mesmo com Gaag a lançar Kléber para o ataque retirando o apagado Pitbull.

Finalmente um remate!

Os madeirenses só aos 71 minutos fizeram um remate à baliza. Foi Manú o autor. Pontapé forte mas à figura de Nilson. Dando consistência ao seu domínio, a equipa minhota chegou ao golo com um bom cabeceamento de Sereno que aproveitou bem o cruzamento de Custódio.

Para complicar a vida, Bruno foi expulso em dois minutos. Protestou aquando no golo e depois numa falta assinalada contra o Marítimo. Os verde-rubros ficaram reduzidos a dez.

Assim, seria de novo a turma visitante a ter mais um lance perigoso (85 minutos) numa boa combinação entre Douglas e Andrézinho mas este rematou contra um defesa dos maritimistas.

Até final, os pupilos de Gaag não conseguiram ter argumentos para ultrapassar a teia montada pelos vimaranenses que conseguiram com justiça um triunfo importante para as suas ambição. Foi mesmo Nuno Assis a poder fazer o 0-2 (90+3) roubando uma bola a Peçanha e rematando ao lado para a baliza deserta.